quinta-feira, março 10, 2005

pão e rosas, mas também condoleezza rice

não simpatizo com datas como o dia internacional da mulher, talvez por isso só toque no assunto dois dias depois. acho que é legal prestar homenagem às mulheres, claro, mas fica a impressão que no restante do ano elas não precisam de carinhos e cuidados.
porém, gosto da maior parte dos movimentos feministas, pois esses sabem ter a doçura das mulheres e reivindicam direitos que elas precisam e devem alcançar se quisermos um mundo melhor (educação, trabalho, saúde, renda maior, respeito ao corpo e a sua sexualidade).
no começo do século xx (1908), aconteceram marchas de mulheres nos eua exigindo direito ao voto, trabalho e melhores condições de vida. a palavra de ordem delas era “pão e rosas”. acho isso de uma grande ternura, pois do que adianta ter só trabalho e renda (o pão) se também não houver amor e felicidade (as rosas)?
as mulheres são especiais por essa sensibilidade, por darem aos seus filhos não somente o alimento, mas o carinho também. nós homens, muitas vezes esquecemos dos sentimentos, só pensamos nas questões práticas da vida. contudo, acho que lentamente está chegando a época do “crepúsculo do macho”.
resolver tudo na porrada, não perguntar “como foi seu dia?”, achar que flores são coisa de veado, usar roupas que não combinam em nada, achar que tanque e fogão são acessórios exclusivos da mulher, não elogiar aquele penteado cafona da sua patroa, a cada dia que passa tudo isso é coisa do passado para nós homens. as mulheres já fazem de tudo, e melhor, sem os homens, por isso elas exigem que nós sejamos mais sensíveis e inteligentes. e como não dá para viver sem mulher, a gente evolui para conquistá-las. devagar, é verdade.
você deve estar dizendo, “besteira, pelo menos para perpetuar a espécie as mulheres sempre vão precisar dos homens!”. pode começar a chorar, eu soube que a genética já pode conseguir em laboratório que duas fêmeas gerem outro ser!
fiquei profundamente abalado também... pois, finalmente uma mulher vai ter razão quando disser “homem não serve pra nada!”. pensei muito a respeito, e cheguei a conclusão que só uma coisa ainda não tornou os homens completamente dispensáveis: nós servimos para matar barata!
bom, mas descobrir isso só me deu alguns momentos de felicidade, logo soube que até isso minha mulher já faz sozinha... enfim, o “trunfo da barata” está com seus dias contados também.
mas algo que me preocupa realmente nesse avanço das mulheres é ver que algumas são “masculinizadas”. não estou falando das lésbicas, e sim das mulheres que para conseguir grande poder passam a agir como homens naquilo que somos os piores: tirania e ganância. a secretária de estado dos eua, condoleezza rice, para mim é um exemplo de mulher assim. obviamente é ótimo que uma mulher tenha conseguido um cargo tão importante como esse, mas é uma pena que ela seja superconservadora e defensora da guerra. mas não sejamos ingênuos, na estrutura de governo dos eua só uma mulher assim chegaria ao poder.
existe um preconceito que mulher bonita e/ou sensual não pode ser inteligente e bem-sucedida ao mesmo tempo, e as próprias mulheres dizem isso. acho uma pena. gostaria muito de ver mais mulheres que conciliassem sensibilidade, beleza, sensualidade, inteligência e sucesso. afinal, não é isso que elas exigem da gente também?

2 Comments:

At 12:29 AM, Anonymous Shirley said...

Certamente você conseguiu perceber algumas coisas muito importantes, por exemplo que daqui há algum tempo os homens serão desnecessários, será? talvez eles sempre sejam necessários, ao menos pra nos elogiar, pra nos decepcionar, pra nos mostrar o quanto somos melhores que eles, rs... enfim, os homens servem (se não pra matar baratas) ao menos como "contraponto"!
Patroa sou eu? rs...
beijos! te amo!

 
At 7:25 AM, Anonymous Mara Lane said...

Reinaldo,
pode ser que a engenharia genética consiga substituir o DNA masculino, mas com certeza, não haverá ciência capaz de dar a mulher a sensação de plenitude ao encarar os olhos de seu homem no momento do gozo.
DNA se copia, se recria...
Emoções, não.
A luta das mulheres está na busca do reconhecimento das diferenças para vivermos em igualdade com vocês.
Te Adoro, guri!

 

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