terça-feira, abril 12, 2005

zatoichi 2

zatoichi


a violência de “zatoichi” é incompleta, isto é, a edição das cenas de luta exclui de propósito alguns golpes de espada, ou os mostra em ângulos de visão ruins. o espectador tem que completar o que falta em sua imaginação, assim como acontece na leitura de hqs. essa estética ou linguagem dos quadrinhos também surge no sangue que jorra em excesso a cada corte de espada.
a violência também é exagerada na extrema velocidade e habilidade dos samurais, porém “zatoichi” é diferente de outros recentes filmes de artes marciais, nos quais os heróis desviam de balas ou andam sobre a água. aqui há um pouco mais de realismo, existe o esforço e a dor das pessoas, porém sem sadismo, pelo menos quando os samurais lutam. os demais componentes desse ambiente violento, uma gangue e aqueles perseguidos por ela, são sim sádicos ou ridículos. entendem a violência somente como um brinquedo ou meio para o poder.
agora percebo algo estranho: até aqui esses comentários podem dar a impressão de que se trata de um drama violento e triste. porém, fique surpreso, como eu fiquei, pois “zatoichi” também é uma comédia e um musical.